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sábado, 24 de dezembro de 2011

As aventuras de Fim de Ano...

As terríveis compras de Natal

       Bem, 2011 está dando os seus últimos suspiros e, como sempre, todo mundo na total euforia. Claro, as pessoas tem os seus motivos para estarem felizes, afinal, trata-se do encerramento de mais um ano, se foi bom ou ruim, que o próximo seja ainda melhor...isso sem falar das festas e melhor ainda, das férias. Talvez por isso, as lojas, os shopping's, estejam todos superlotados. As pessoas compram, compram e compram, e sem perceber já começam o  ano novo com a corda no pescoço. Necessidade? nãaao! ou até seja para alguns, mas isso não importa, afinal,   eu também sou um comprador, não compulsivo, mas sou.
     Eu poderia fazer disso, uma crônica, e tentar entender o porquê disso tudo, mas tô com preguiça e prefiro mesmo é relatar as minhas aventuras neste tão querido final de ano. 
      Então, é  justamente por também ser um comprador, levemente influenciado pelas mídias, que resolvi, dia desses, as vésperas do natal mais precisamente, ir as compras, para mim não foi nenhum bicho de sete cabeças, logo entrei em apenas uma ou mesmo duas daquelas lojas e comprei o necessário, se não fosse encontrar com a mãe e a prima. Tava feito o meu inferno, eu sabia que tão cedo não ia voltar pra casa, elas ia demorar pra caramba, me sentia sequestrado por aquelas mulheres que em meio a uma imensidão de lojas, entravam e saiam como se não houvesse amanhã, incrível, a minha mãe não demorou muito, entrou em umas oito ou nove lojas e pronto.                                  
     Mas quem realmente fez o meu inferno natalino, foi a prima, denominada Narjalie, não se preocupem, ela sabe que eu tô falando dela, mas continuando...Ela é, digamos, um pouco pavio curto, do tipo que roda a pobre da baiana em qualquer lugar, todo mundo tem um parente assim. Neste dia, ela, assim como a minha mãe, encontraram comigo no comércio, educadamente me pediram ajuda com as sacolas e prometeram não demorar, aceitei, afinal, eu, assim como 97% da população, costumo ficar mais bonzinho no período natalino. Além das oito ou nove lojas já visitadas pela minha mãe, Narjalie insistiu em entrar em várias outras, numa dessas ela provou bem umas três peças, ficaram bonitas, sério mesmo, mas ela não achou, devolveu tudo. Narjalie tinha fome de roupas, e o pior, ela achava tudo caro e ficava reclamando alto pra caramba, se tava caro, não precisava comprar, simples. Como se não bastasse, ela descontava tudo nos pobres dos atendentes.
    No caminho para outras lojas, Narjalie quis tomar sorvete, parou em uma dessas máquinas e pediu um sorvete com casquinha, o problema é que tinha duas pessoas a sua frente, impaciente, começou a reclamar ali mesmo, dizia que o senhor dos sorvetes era lento demais, enfim, mico total. 
    Umas "trocentas" lojas depois, Narjalie enfim encontrou uma loja onde poderia comprar as suas roupas extravagantes, escolheu...escolheu, até que decidiu o que ia levar. Chegada a hora da tão temida fila, eu, também tinha comprado um par de meias e também tive que enfrentar a fila, estava logo atrás da prima Narjalie, enquanto a tal da fila não andava, claro, a priminha reclamava em alto e bom tom, comecei a fingir que não a conhecia, peguei o celular e abri em uma dessas redes sociais, onde eu compartilhava o meu tédio...Tava dando certo, não fosse Narjalie me dar aquele berro perguntando se eu tava surdo e me dizendo que estava falando comigo. Meu Deus! vergonha alheia, o pessoal da fila mirou em mim.  
   A Naja, quis dizer, Narjalie começou a reclamar do atendimento, EM ALTO E BOM TOM, pra variar...lá no fundo, ouve-se uma senhora dizer "essa mulher é louca", piorou...Narjalie ouviu e foi lá tirar satisfações...no fundo eu rezava pra que os seguranças pusessem ela pra correr...rsrs. Mas antes disso, ela se acalmou. Realmente, a fila parecia não andar, sabe aquelas atendentes de caixa, que parecem estar ali de favor? então...Por fora, Narjalie parecia calma, mas eu sabia, por dentro ela queria arrancar a cabeça daquela mulher, no fundo era até engraçado. Enquanto eu compartilhava esse momento numa dessas redes (de vício) sociais, chegou a minha vez, eu não prestei atenção, uma mulher bem gorda que tava bem atrás de mim me deu aquele berro, perguntando se eu gostaria de ser atendido ou se preferia ficar ali olhando por celular. Depois dessa vergonha, que dessa vez era minha, foi melhor cair fora...Ahh ia esquecendo, FELIZ NATAL!

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